


Por: Sandro Miranda I Arte: Rafael Barsottelli
Caminhos maus
No segundo versículo de 2 Crônicas 14, a Palavra do Senhor diz: E Asa fez o que era bom e reto aos olhos do SENHOR, seu Deus. O reinado do rei Asa começou depois do de seu pai, Abias, e foi repleto de momentos que envolveram coragem e fé. Sua mãe se chamava Maaca e seu avô, Absalão. Asa foi rei de Judá — o reino formado pelas tribos de Judá e Benjamim — e governou por 41 anos, sendo uma parte do tempo sem nenhuma guerra.
Abias foi filho de Roboão, que, por sua vez, foi filho do grande e sábio rei Salomão com Naamá. As Escrituras dizem que Abias foi sepultado na Cidade de Davi (2 Crônicas 14.1).
Um reino dividido
Na época de Asa, o povo de Deus estava dividido em dois reinos: o reino de Israel (ao Norte) e o reino de Judá (ao Sul). Era um tempo difícil, com idolatria e guerras. Mas Asa decidiu fazer diferente: ele queria que a população voltasse a adorar só ao Deus Criador!
Para pôr seu plano em prática, Asa tirou os altares falsos e quebrou as imagens de ídolos, limpando o país de tudo o que afastava as pessoas do Altíssimo! Ele chegou a depor a rainha-mãe, porque ela havia erguido uma imagem de Aserá, a deusa cananita da fertilidade (2 Crônicas 15.16).
Feito incrível
Certa vez, um exército enorme, com 1 milhão de soldados e 300 carros de guerra, liderado por Zerá, o etíope, foi atacar Judá. Asa, por sua vez, tinha um exército armado com arcos, flechas e escudos, mas em número bem menor.
Enquanto se preparava para a batalha, no vale de Zefatá, perto de Maressa, Asa orou com toda a fé que havia em seu coração e disse: [...] Ajuda-nos, pois, SENHOR, nosso Deus, porque em ti confiamos e no teu nome viemos contra esta multidão [...] (2 Crônicas 14.11). O Todo-Poderoso ouviu a oração do monarca e deu uma vitória espetacular para Judá. Mesmo com menos homens, Asa venceu o exército inimigo!
Essa cidade era considerada a “vigia de Israel”, porque estava localizada no topo da montanha. De lá, os guardas podiam ver os inimigos chegando e avisar os israelitas.
O certo seria clamar a Deus
Por incrível que pareça, não foram só os inimigos de fora que trouxeram problemas para Asa. O reino do Norte também teve conflito com esse monarca. Baasa, rei de Israel, provocou uma invasão ao território de Benjamim e tomou a cidade de Ramá. Para ter ajuda nessa situação, Asa recorreu ao rei da Síria. Assim, o reino do Norte foi forçado a recuar. Essa aliança de Asa foi malvista pelo Senhor, que mandou um homem, chamado Hanani, repreendê-lo por isso (2 Crônicas 16.7-9).
O templo do Senhor
Novamente, quase no final do reinado, Asa não pediu socorro ao Criador. Ele procurou outro tipo de amparo para ser curado de uma enfermidade nos pés. Após dois anos, Asa faleceu e foi colocado junto a seus pais. No lugar em que ficou, foram espalhados perfumes e especiarias, tudo digno de um rei, e ainda fizeram uma fogueira para honrá-lo (2 Crônicas 16.14).
No Livro Santo, as “especiarias” se referem, principalmente, a produtos de plantas aromáticas, e não a temperos para alimentos. Tanto as especiarias quanto os perfumes eram usados por pessoas que tinham boas condições financeiras.
Caminhos maus
Apesar de sua sabedoria, Salomão cometeu erros, principalmente com relação a matrimônios. Ele se casou com muitas mulheres estrangeiras que o influenciaram a adorar outros deuses. Aos poucos, seu coração se afastou do Senhor, e Deus avisou que seu reino seria dividido após sua morte (1 Reis 11.1-13).
O legado de Salomão
Mesmo com suas decisões ruins, Salomão deixou um legado marcante. Além do templo, ele escreveu parte dos Provérbios, o livro de Eclesiastes e o Cântico dos cânticos. Seu reinado, que durou 40 anos, é lembrado como um dos mais gloriosos da história de Israel. Após a morte de Salomão, seu filho Roboão assumiu o trono, mas perdeu parte do reino, cumprindo a profecia de Deus (1 Reis 12.16-19).
Salomão foi um exemplo de como até os mais sábios precisam manter o coração fiel ao Pai. Sua história nos ensina que a verdadeira sabedoria vem da obediência ao Senhor!