Jovens talentos que sonham em defender o Brasil
Por: Sandro Miranda

Fé em campo: jovens talentos que sonham com a Seleção Brasileira
Entre a rotina de treinos puxados, provas na escola, desafios da adolescência e momentos de oração, três jovens atletas do Rio de Janeiro compartilham um sonho: vestir a camisa da Seleção Brasileira e representar o país no maior torneio de futebol do planeta. Em época como essa, na qual o mundo inteiro está de olho na COPA 2026, a fé e a família são elementos fundamentais para esses jovens que caminham, ou melhor, correm até seus sonhos.
Para Rafael Leão, Bernardo Salim e Miguel Scott, o futuro já começou, e eles estão suando a camisa. Os três atletas, na faixa dos 13 anos, conciliam estudos, treinos intensos e competições enquanto alimentam a esperança de, um dia, repetir o feito de seus grandes ídolos e vestir a camisa canarinho.
A trajetória de quem deseja se tornar jogador profissional exige disciplina desde cedo. Horas de treinamento, dedicação à escola, viagens de competição, jogos e o desafio de lidar com vitórias e derrotas fazem parte do caminho. Mas, para eles, existe um elemento que vai além da preparação física e técnica: a fé em Deus.
Em comum, eles também destacam a importância da família. Pais, irmãos e demais familiares são peças fundamentais para manter a motivação, especialmente nos momentos difíceis. Entre palavras de incentivo, apoio emocional e até mudanças na rotina da casa para acompanhar os compromissos esportivos, eles encontram forças para continuar perseguindo seus objetivos.
Quando olham para 2034 - ano em que estarão no auge físico e técnico - os três enxergam um futuro promissor. Então, vamos conhecer um pouco mais sobre os futuros craques e saber o que eles pensam.

Rafael Leão: “Tenho fé de que Ele está me guiando”
Zagueiro das categorias de base do Resende Futebol Clube, Rafael Leão vive uma rotina intensa. São quatro treinos por semana, divididos entre atividades táticas e físicas, além dos compromissos escolares e jogos que acontecem nos fins de semana - e, às vezes, também durante a semana.
Para dar conta de tudo, ele aprendeu a se organizar. Rafael procura adiantar os estudos e se preparar com antecedência para as provas, evitando que as tarefas escolares se acumulem.
Entre suas inspirações estão grandes defensores como Sergio Ramos, Virgil van Dijk, Léo Ortiz e Léo Pereira. Ele também admira jogadores, como Jorginho e Casemiro, exemplos de liderança e dedicação dentro de campo.
Apesar da correria, o Pai celeste ocupa um espaço central em sua vida. “Eu tenho muita fé em Deus e acredito muito nEle. Também faço o meu devocional para me aproximar ainda mais dEle. Tenho fé de que Ele está me guiando e me conduzindo para os Seus planos, que são muito maiores do que os meus”, declara o zagueiro.
Quando pensa em 2034, o sonho é grande: atuar em clubes como Barcelona ou Real Madrid e, quem sabe, defender a Seleção Brasileira. “Se for da vontade de Deus, logo eu já me vejo vestindo a amarelinha e representando o meu país.”
O jovem atleta também faz questão de reconhecer o papel da família. Os pais o acompanham nos treinos e jogos, enquanto o irmão mais velho, Arthur, tornou-se uma espécie de conselheiro esportivo, apontando pontos de melhoria e comemorando suas conquistas. “Ele sempre me orienta sobre o que posso melhorar, destaca os pontos em que fui bem e me elogia quando tenho um bom desempenho. Esse apoio faz toda a diferença na minha evolução”, afirma.

Bernardo Salim: “Quero ser boca de Cristo por onde passar”
Goleiro do Fluminense, Bernardo Salim divide sua semana entre treinos específicos da posição, atividades com a equipe e sessões de academia no centro de treinamento de Xerém, no estado do Rio de Janeiro.
Entre suas referências estão dois nomes que marcaram a história da posição. Um deles é o veterano Fábio, ídolo do clube carioca e exemplo de longevidade e disciplina, aos 45 anos de idade. O outro é Manuel Neuer, goleiro alemão que revolucionou a forma de jogar ao atuar como um verdadeiro “goleiro-linha”. “Me inspiro muito no estilo de jogo dele”, destaca.
Para Bernardo, a fé é indispensável na busca pelo sonho de se tornar profissional. Ele aprendeu que o futebol exige resiliência e confiança em Deus. “Fazer a nossa parte e confiar no Senhor” tornou-se uma filosofia de vida.
Seu desejo vai além dos gramados. “Quero ser boca de Cristo por onde passar no futebol, mostrar o quão poderoso e grande Ele é”, afirma. Para o jovem goleiro, a carreira esportiva também pode ser uma oportunidade de testemunhar sua fé.
A família ocupa um papel central nessa jornada iniciada aos cinco anos de idade. Bernardo conta que a rotina da casa foi adaptada para acompanhar seus compromissos esportivos e que os pais abrem mão de muitas coisas para apoiá-lo. Em momentos de lesões, angústias e dificuldades, eles se tornaram exemplos de amor e perseverança.
Ao imaginar o futuro, ele se vê como jogador profissional e sonha com a chance de representar o Brasil em breve. “Daqui a duas copas, me vejo vivendo o momento certo e tendo a oportunidade de representar meu país.”

Miguel Scott Gomes: sonho europeu e inspiração em Neymar
Atacante do Barra Mansa, Miguel Scott Gomes mantém uma rotina equilibrada entre futebol e estudos. Ele treina três vezes por semana e costuma disputar partidas nos fins de semana. Mesmo depois dos treinos, reserva pelo menos uma hora para estudar e aprender algo novo.
Nesse esporte, suas maiores inspirações são Neymar, do Santos e da Seleção Brasileira, e Lamine Yamal, que defende o Barcelona e a seleção da Espanha. O que mais chama sua atenção é a capacidade que os dois craques têm de desequilibrar as partidas e encarar as marcações cerradas, com muitos dribles, muita ousadia, alegria, criatividade e objetividade.
A fé também está presente em seu dia a dia. Miguel frequenta a igreja aos domingos, gosta de orar antes dos jogos e procura ler a Bíblia diariamente, mesmo que seja apenas um versículo. Ouvir louvores e orar antes de dormir também fazem parte de sua rotina.
Quando fala da família, o sorriso aparece facilmente. O pai está sempre presente nos treinos e jogos, incentivando e corrigindo quando necessário. A mãe, segundo ele, exerce um papel especial fora das quatro linhas. “Ela é tipo uma psicóloga fora do campo”, resume. O apoio ainda conta com a torcida da irmã e os conselhos do irmão.
Olhando para 2034, Miguel se imagina atuando profissionalmente na Europa. O destino dos sonhos tem nome e sobrenome: Barcelona. “Tenho esse sonho desde pequeno”, revela. E completa: “Espero ajudar a Seleção Brasileira um dia, se Deus me abençoar.”
Nos vemos em 2034, craques!
Os três atletas têm algo em comum: acreditam que talento sozinho não basta. Para eles, a Copa de 2034 ainda está distante no calendário, mas já ocupa um lugar especial no coração. Por enquanto, vamos seguir torcendo por eles e pela seleção na Copa de 2026. Vamos, Brasil!





