Pai presente, filhos mais seguros
Por: Sandro Miranda

Pai presente, filhos seguros
Sabe aqueles super-heróis de filmes? Às vezes, eles existem na vida real! Isso é o que pode afirmar a estudante gaúcha Lívia Glanert Coimbra, que, aos 6 anos, viu seu pai agir como um herói, na ocasião das chuvas severas que castigaram o Rio Grande do Sul em 2024. “Quando eu estava na água, fiquei nos ombros do meu pai, para eu não pegar água suja, porque essa água entrou nas casas das pessoas”, lembra ela. Naquele momento, manter a fé em Deus e saber que poderia contar com o papai, o Pr. Peterson Coimbra – da IIGD Porto Alegre – foi um conforto fundamental para ela, a irmã menor e a mãe. Hoje, aos 8 anos, Lívia sabe que não vai ficar desamparada, aconteça o que acontecer: “Quando meu pai começa a pregar a Palavra, eu me sinto confortável”.
O Dia dos Pais costuma ser lembrado com abraços, cartões e presentes. Mas existe algo ainda mais valioso do que qualquer lembrança comprada: o tempo dedicado aos filhos. E não precisa ser somente durante uma inundação, como no exemplo da família Coimbra; no dia a dia, a presença masculina é muito importante para o desenvolvimento de uma criança.
Cientistas da Northwestern University, nos Estados Unidos, desenvolveram uma pesquisa demonstrando que o carinho, a presença e os cuidados do pai, logo nos primeiros meses de vida, ajudam a fortalecer a saúde da criança por muitos anos. Eles observaram que os bebês que recebem atenção e afeto paterno crescem mais preparados para lidar com o estresse. Além disso, essas crianças ficam menos propensas a desenvolver processos inflamatórios ao longo da vida.
A importância do tempo de qualidade
Tempo de qualidade não significa passar o dia inteiro com a criança, mas estar realmente presente, dar atenção, ter uma escuta ativa, conversar, brincar junto. Quando o pai guarda o celular, desliga a TV e presta atenção ao que o filho está dizendo, participa de uma brincadeira ou escuta suas preocupações sem distrações, ele demonstra que aquela criança é muito importante para ele. É justamente essa presença verdadeira que fortalece o vínculo entre pai e filho.
O que a criança ganha com isso? O envolvimento do pai na rotina, que favorece:
- maior autoestima;
- sensação de segurança;
- melhor desenvolvimento emocional;
- facilidade para lidar com desafios e frustrações;
- desenvolvimento da empatia e das habilidades sociais e
- fortalecimento da confiança dentro da família.
Apesar dos inúmeros compromissos, o Pr. Peterson Coimbra procura estar sempre presente na vida de suas filhas, Lívia e Sofia, como na hora de lerem a Bíblia juntos: “É um momento em que elas se sentem felizes, um momento que a gente pode se aproximar de Deus também em família”, afirma. No caso da primogênita, ele entendeu o quanto a paternidade pode mudar a vida de um homem: “Lívia foi Deus me ensinando muitas coisas. Ela é a representação do próprio amor de Deus. É a fé genuína que a gente vê na criança”, derrete-se.
Cinco atitudes simples que fazem diferença
- Brinque junto. Não importa a brincadeira, o importante é participar.
- Ouça de verdade. Deixe a criança terminar o que está contando antes de responder.
- Crie uma tradição. Ler uma história antes de dormir, caminhar no parque, aos sábados, ou preparar o café da manhã juntos cria memórias afetivas.
- Demonstre carinho. Abraços, elogios e palavras de incentivo ajudam a fortalecer a confiança.
- Participe da rotina. Levar à escola, ajudar na lição de casa ou conversar sobre o dia mostra que o pai faz parte da vida da criança.
Se aproximar dos filhos pode transformar uma vida inteira em boas lembranças!




