A IA está estudando com ou por você?
Por: Sandro Miranda

Quase metade dos estudantes brasileiros usa chatbots para aprender. Mas será que apelar toda hora para a inteligência artificial (IA) é igual a estudar? Um novo levantamento mostrou que, no Brasil, 48% dos alunos de 15 anos já usa chatbots de IA, como o ChatGPT, pelo menos uma vez por semana para ajudar nos estudos.
O dado, que faz parte do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2025 (PISA), uma pesquisa que reúne informações sobre estudantes de vários países, mostra que a IA já entrou na rotina dos alunos. Diante disso, surge um questionamento importante: como usar essa tecnologia sem deixar que ela pense por nós?
“Chat, você pode fazer minha tarefa?”
Os chatbots podem ajudar de inúmeras maneiras. Segundo o PISA, 40% dos estudantes brasileiros disseram usar o recurso para fazer uma pesquisa inicial sobre um assunto novo. Outros 31% utilizam o programa para resumir textos, e 27% para criar rascunhos de trabalhos escritos.
Ou seja, a IA não precisa fazer tudo sozinha. Imagine, por exemplo, que você esteja estudando o Sistema Solar. Em vez de pedir ao robozinho virtual que faça todo o trabalho, pode dar o comando: “Explique por que Plutão não é mais considerado um planeta.” Depois, pode pesquisar em outras fontes, comparar as informações e escrever a explicação com suas próprias palavras.
Percebeu a diferença? Não está tudo “de mão beijada”, houve um aprendizado. Mas cuidado com respostas prontas! Sabia que uma inteligência artificial pode ser muito convincente e, mesmo assim, apresentar uma informação errada?
Isso acontece porque os chatbots não funcionam exatamente como uma enciclopédia que, simplesmente, abre uma página e copia um conhecimento. Eles produzem respostas a partir de enormes quantidades de dados e podem cometer erros. Resumindo: essa tecnologia pode ajudar, mas não aprender por você nem tirar uma das características mais fascinantes do ser humano: a curiosidade de descobrir o mundo!




