

Você sabe diferenciar o que é bom ou ruim quando está on?

Por: Sandro Miranda | Arte: Rafael Barsotelli
Terra de ninguém?
Redes sociais são espaços na internet criados para conectar pessoas, compartilhar ideias, talentos, fotos e vídeos. Sendo assim, elas podem ser lugares legais para: mostrar um dom (como desenhar ou cantar), aprender coisas novas (idiomas, culturas), manter contato com amigos e familiares e expressar opiniões. No entanto, existe um lado que requer atenção: nem todo mundo tem boas intenções no mundo virtual. E é aí que mora o perigo.
Atenção aos desconfortos!

A estudante Lívia: empolgação para aprender as novas matérias
Às vezes, um vídeo parece engraçado, mas usa palavras feias. Uma trend parece divertida, porém deixa você desconfortável. “Não deveria ser permitido expor conteúdos que não são para todas as idades”, diz a estudante Lívia Mendes Pimentel de Lima, de 12 anos. Ela usa as redes sociais para conversar com as amigas e ver tutoriais de maquiagem e cuidados com o cabelo e a pele. Conteúdos tóxicos ou violentos? Nem pensar! Para ela, os filtros deveriam proteger mais o público jovem. “Tipo, uma criança tá mexendo no YouTube e aparece alguma coisa que ela não possa ver. Não deveria ser assim”, declara a adolescente, que mora na Freguesia, bairro no Rio de Janeiro, e frequenta a Assembleia de Deus em Bonsucesso (ASD), localizada em Jacarepaguá.
Perigos que surgem no caminho
Quando alguém usa o celular ou o computador para humilhar outra pessoa ou zombar dela, está praticando cyberbullying. Isso não combina com o amor de Cristo. Se agirem assim com você, é errado, e, se você agir dessa forma com os outros, é errado também. Jesus nos ensinou a tratar o próximo com respeito e misericórdia. Outra situação é ficar contando curtidas, seguidores ou comentários, o que pode gerar ansiedade. Às vezes, você começa a pensar: “Será que ninguém gosta de mim?”. Esse tipo de questionamento afeta sua saúde mental.
O corpo fala

A psicóloga Layssa Ádrian: “As curtidas não medem o quanto você é especial”
De acordo com a psicóloga Layssa Ádrian, alguns sinais mostram que o corpo e a mente estão pedindo um descanso das telas: “Se você perceber irritação após usar o celular, sentir que não consegue parar de mexer nas redes sociais, mesmo quando quer parar, e deixar de brincar, estudar e passar tempo com a sua família”, relaciona.
E quando ficamos tristes porque a nossa publicação flopou, ou seja, não recebeu muitas curtidas? “Eu diria que as curtidas não medem o quanto você é especial”, responde a especialista, continuando: “Quem gosta de você de verdade não precisa curtir tudo para demonstrar carinho. Seu valor não depende da internet, mas de quem você é na vida real”.
Respeito ao próximo não tem distância

Ministro Daniel Bahiano: descanso do celular é necessário
Muita gente pensa que pode escrever o que quiser nas redes sociais. Mas não é bem assim. Todos precisam agir com respeito, estando longe ou perto um do outro. O ministro Daniel Bahiano, da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Sorocaba (SP), dá o recado: “Jesus ensina, no evangelho de Mateus 7.12a (NVI): Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam. Isso vale na escola, em casa, no lazer e até nas redes sociais. Então, antes de postar, comentar ou mandar uma mensagem, pergunte-se: Jesus ficaria feliz com isso? Se a resposta for sim, pode fazer. Se for não, é melhor pensar de novo”, destaca.


Do que você precisa para crescer bem?
Conforme crescemos, nosso cérebro vai se desenvolvendo. Por isso, precisamos de boa alimentação, movimento, brincadeiras ao ar livre, conversas reais com a família, sono de qualidade e tempo longe das telas. O excesso de dispositivos eletrônicos pode afetar negativamente a concentração, o humor, a qualidade do sono, o controle das emoções. Por isso, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda limites de tempo de tela para cada faixa etária. Por exemplo: de 11 a 17 anos, o uso seria de duas a três horas por dia. “Celular é legal, mas seus olhos e seu cérebro precisam descansar”, orienta o ministro Daniel Bahiano.
Segurança versus liberdade
No início do ano, a plataforma Roblox anunciou duas mudanças importantes: restringiu conversas entre diferentes faixas etárias e passou a exigir verificação oficial de idade. Muitos jogadores fizeram protestos virtuais, pedindo mais liberdade. No entanto, as novas regras vieram para evitar que adultos mal-intencionados conversem com crianças. Às vezes, parece chato, mas a segurança vem em primeiro lugar.

Cultos dentro da plataforma?
Uma reportagem recente mostrou que crianças e adolescentes estão participando de cultos e encontros religiosos dentro do próprio jogo Roblox. Essas reuniões tentam falar de Deus de maneira acessível ao público infantil. Isso mostra como a internet pode ser usada tanto para diversão quanto para fé, mas sempre com orientação e responsabilidade.
Limites também são formas de amor

Pr. Gabriel Oliveira: “Respeite seus pais, obedeça a eles”
Vamos entender uma coisa? O objetivo dos seus pais, quando colocam horário para você usar o celular, querem ver com quem conversa ou lhe dizem “não”, é proteger o seu coração! “Se eles fazem isso é porque amam você e desejam que seja saudável e feliz! Respeite seus pais, obedeça a eles. Vai valer a pena! Logo, crescerá e fará toda a diferença, em Nome de Jesus”, aconselha o Pr. Gabriel Oliveira, da IIGD de Nacional, em Contagem, Minas Gerais.
Países criam regras mais rígidas
Em dezembro de 2025, a Austrália criou a primeira lei mundial que restringe o acesso às redes sociais para menores de 16 anos, e a Espanha também implementará a mesma proibição. Isso mostra que o mundo inteiro está preocupado com a saúde mental e a segurança das crianças.
Seja luz também on-line
As redes sociais não são totalmente boas nem totalmente ruins. Elas são uma ferramenta. E, nas mãos de alguém que segue Jesus, podem se tornar um lugar de esperança, luz e amizade verdadeira. Use-as com sabedoria e guarde seu coração (Provérbios 4.23). Lembre-se: seu maior like vem do Céu.



