
Deus enviava o maná para os hebreus. Entenda o que era esse alimento!

Por: Sandro Miranda I Arte: Freepik
Palavra curiosa
A palavra maná nasceu de uma pergunta! Quando os hebreus viram aquela substância diferente espalhada pelo chão, perguntaram uns aos outros: Man hu? (Êxodo 16.15). Em português, essa pergunta é: Que é isto?. E o nome acabou ficando: maná, a comida que começou com uma pergunta. Às vezes, as maiores descobertas começam assim: com uma curiosidade!
Resposta divina
Todos estavam preocupados. O povo de Deus passava pelo deserto de Sim, entre Elim e o Sinai. As pessoas tinham saído do Egito e começaram a sentir fome. Então, elas reclamaram (Êxodo 16.1-3). Porém, Deus lhes respondeu com cuidado: Eis que vos farei chover pão dos céus (Êxodo 16.4). O maná não foi enviado como prêmio por bom comportamento, e sim como resposta à necessidade.


Como era o maná?
O maná era assim: miúdo, como pequenas sementes; tinha aparência semelhante à semente de coentro; era branco e parecia geada fina sobre a terra. E como era o seu sabor? Era doce? Salgado? Ou não tinha gosto? As Escrituras também esclarecem essas dúvidas: tinha o sabor de bolo feito com mel (Êxodo 16.31). Em outro trecho, é dito que o gosto era como bolos feitos com azeite (Números 11.8). Não era algo estranho ou ruim. Era delicioso!
Regras de consumo
Cada pessoa deveria recolher o maná suficiente para um dia (Êxodo 16.16). Ninguém poderia guardar nada para o dia seguinte. Se alguém desobedecesse às regras, o alimento estragava e criava vermes (Êxodo 16.20). Mas havia uma exceção! Toda sexta-feira, os hebreus deveriam recolher uma porção dobrada, porque, no sábado, não cairia maná. E, milagrosamente, a porção guardada para o sábado não estragava!
Havia maná na arca da Aliança?
Certa vez, Moisés disse a Arão: Toma um vaso, e mete nele um gômer cheio de maná, e põe-no diante do Senhor, em guarda para as vossas gerações (Êxodo 16.33). Gômer era uma unidade de medida usada pelos hebreus para alimentos secos, como grãos e farinha. Mais tarde, o Novo Testamento recorda que um recipiente com maná foi colocado na arca da Aliança (Hebreus 9.4). Era um memorial: “Deus cuidou de nós no deserto.”

O "maná escondido"
No livro do Apocalipse, há uma promessa: Ao vencedor darei do maná escondido (Apocalipse 2.17− NVI). Aqui, o maná se torna símbolo de algo ainda maior: o alimento espiritual que Deus oferece, como vida eterna, comunhão com Ele, cuidado que nunca acaba. Assim como o maná sustentou o corpo no deserto, o maná escondido representa o alimento da alma.


