
O clamor de familiares e irmãos em Cristo tocou o coração de Deus, que fez Maria Gabriela voltar do coma
Por: Sandro Miranda I Arte: Adobe Stock I Fotos: Arquivo pessoal
Tudo tranquilo até que...
Em 2024, aos 13 anos, a estudante Maria Gabriela de Oliveira Furtado viveu uma experiência que mudou a história de sua família – e fortaleceu ainda mais a fé de todos ao seu redor. Moradora da Tijuca, no Rio de Janeiro, e membro da Igreja Metodista do Jardim Botânico, a jovem sempre foi saudável, ativa e cheia de planos. Até que um enorme susto colocou a sua vida em risco.
Sem apresentar qualquer histórico de doença, Gabi sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), um caso considerado raríssimo para alguém da idade dela. “Antes disso, ela nunca tinha tomado nem sequer um antibiótico”, relembra-se a mãe, Maria Ruth de Oliveira Furtado, 59 anos.


Um susto que parou a família
Gabi foi levada às pressas para o Hospital Quinta D’Or, onde o quadro se agravou. Ela entrou em coma, precisou ser intubada e permaneceu internada por quatro dias. O AVC atingiu uma região central do cérebro, o que poderia comprometer a fala, a visão e os movimentos.
Os médicos fizeram os exames, tentando entender a causa daquela condição, mas não encontraram nada que explicasse o ocorrido.
Segundo o neurologista, ele nunca tinha visto um caso como aquele, por isso não era possível prever se haveria sequelas.
Uma corrente de oração
Gabi tem dois irmãos mais velhos. Após uma reunião médica, um deles, Israel, escreveu um resumo do estado de saúde da irmã e compartilhou nos grupos da família. A partir dali, uma corrente de orações teve início.
Familiares, amigos e irmãos da igreja passaram a clamar juntos pela vida da adolescente. Nesse momento, algo marcou profundamente os envolvidos. Uma prima teve uma visão: viu Gabi entrando no quarto acompanhada por Jesus. Convicta, ela escreveu a seguinte mensagem: Acredito que, nas próximas horas, ela vai ter uma cura sobrenatural. Pouco tempo depois, algo inesperado aconteceu.
Ela vai acordar
Os médicos entraram no quarto para avaliar novos exames. O que viram os surpreendeu. O especialista se aproximou e a chamou pelo nome, então Gabi abriu os olhos. Ela foi extubada, saiu do coma e começou a responder aos estímulos. O silêncio, o medo e a espera deram lugar às lágrimas, aos abraços e à gratidão. Deus é mesmo o Senhor que cura (Êxodo 15.26).

Gabi saindo do hospital feliz pela cura
Uma vida restaurada
Gabi não teve nenhuma sequela. Fala preservada, visão plena, movimentos intactos. Hoje, ela tem uma vida perfeitamente normal e voltou à rotina de estudos. Da luta que enfrentou, Gabi só leva no coração as pessoas que estiveram em oração por ela e o Senhor dos senhores: “Sou grata a todos que estiveram ao meu lado e, acima de tudo, a Deus, pois, sem Ele, minha vida não teria direção nem sentido!”, exclama ela.
Para os pais, o servidor federal Richard Henrique de Carvalho Furtado, 61 anos, e Maria Ruth, a experiência reforçou algo em que eles sempre acreditaram: Deus continua agindo. “Foi um milagre! Não temos outra explicação”, declarou a mãe.
Deus que surpreende

A história de Maria Gabriela é daquelas que não se explicam apenas com exames ou laudos. Ela fala de oração, de comunhão e de esperança quando tudo parece incerto. Fala de um Deus que age no tempo certo e surpreende até quando o diagnóstico é raro.


