
Ele tem uma pelagem que lembra a cabeleira de Sansão. Conheça o gentil komondor!
Por : Maria Gabriela I Arte: Adobe Stock

Ficha do animal
Onde vive:
Hungria
Tamanho:
o macho pode chegar a 80 centímetros de altura, e a fêmea a 70 centímetros
Alimentação:
rações ricas em proteínas animais
Características:
pelagem branca marfim com fios semelhantes a cordas
Pelo extraordinário de cordas
Possivelmente, o que chamou a sua atenção de cara, quando abriu a matéria, foi o pelo do komondor. Esse cãozinho, quer dizer, grandalhão, de nome científico Canis lupus familiaris, possui esta característica única: pelagem longa e espessa, que se entrelaça naturalmente formando cordas por todo o corpo. É impressionante mesmo!
Um cãopanheiro milenar
Foi justamente essa peculiaridade da “cabeleira” que o fez ser um excelente cão pastor. Seus ancestrais eram companheiros fiéis dos pastores nômades húngaros há mais de mil anos! Os cães se disfarçavam entre as ovelhas, já que a cor e o formato de seus pelos poderiam facilmente confundir os lobos e outros animais.
Os húngaros ou magiares são um grupo que se estabeleceu na Bacia dos Cárpatos, na Europa, no século IX. Eles fundaram um Estado que seria depois conhecido como Hungria.
Continua um bom protetor
Até hoje, o komondor leva seu papel de guardião a sério. Ele é supervigilante e está sempre bem atento para cuidar da família com quem está. Apesar de o tamanho dele assustar – o macho pode pesar 60 quilos, e a fêmea 50 –, sua personalidade é dócil. Dentro de casa, ele é calmo e carinhoso. Esse doguinho gosta de dar e receber carinho.
Nos ambientes externos, o komondor é ativo e alegre. Por ter bastante energia, precisa de muitos passeios para descarregá-la. Falando nisso, você leva o seu cãozinho para dar boas voltinhas por aí?

Os pequenos komondores
Se ele é afetuoso com seus donos, imagine com seus filhotes! Cada ninhada dessa raça costuma ter de cinco a dez cachorrinhos. A fêmea gesta todos eles por 63 dias. Assim como a maioria dos outros cães, o komondor vive, em média, de 10 a 12 anos. Se pensarmos bem, é pouco tempo. No entanto, saber o quanto podemos ficar com eles nos faz aproveitar mais cada momento, não é verdade?!
Sã e salvo nos lares
Um dos maiores clubes de registros genealógicos de cães do mundo, o American Kennel Club (AKC), reconheceu a raça komondor em 1937. Ele está na posição 154º entre os cachorros classificados pelo grupo. Durante a Segunda Guerra Mundial, o bichinho quase foi extinto devido à falta de reprodução que ocorria pela parceria entre a Hungria e os Estados Unidos. Porém, ao final do conflito, isso mudou! Felizmente, a espécie não faz parte da lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) porque é um cão doméstico e se encontra em diversos lares mundo afora. Gostou de conhecer a história desse amigão?!