
Fique por dentro do maior tesouro da História de Israel: a arca da Aliança

Por: Maria Gabriela I Arte: Freepik
Um símbolo superimportante
Você sabe o que significa um símbolo? É um objeto, um desenho ou uma pintura que representa uma ideia. No caso da arca da Aliança, ela não era apenas um baú de ouro, e sim o símbolo máximo da presença de Deus entre os seres humanos. Para entender melhor: a arca era tão sagrada que muitos, nos tempos antigos, achavam que somente ela poderia dar a vitória nas guerras.
Quem fez a arca?
Bezalel foi um artesão escolhido pelo próprio Deus para construir a arca e seus utensílios. Ele não foi apontado pelo Senhor à toa. O Criador lhe deu entendimento para o ofício e sabedoria, porque o coração de Bezalel já era sábio (Êxodo 31.1-7).
A arca foi muito bem-feita pelo artista. Ele usou madeira de acácia e a revestiu de ouro puro. O seu topo era conhecido como propiciatório, e nele havia dois querubins face a face. Em Êxodo 25.22, está registrado que era dali, entre as asas dos anjos, que a voz do Altíssimo falava ao povo.
O que tinha dentro dela?
A arca servia como um “memorial”, um lugar onde eram guardados itens que garantiriam que as gerações futuras nunca esquecessem os milagres que as tiraram da escravidão no Egito. Dentro dela, havia as Tábuas da Lei, com os Dez Mandamentos dados por Deus a Moisés no monte Sinai; o pote de maná, que foi o alimento, a provisão divina no deserto para o Seu povo, e a vara de Arão, que floresceu milagrosamente, confirmando a autoridade sacerdotal. Esses objetos eram testemunhos vivos de que Deus guiava, sustentava e governava a nação de Israel.


Ela era um amuleto?
Nada disso. O poder da arca estava na santidade que ela representava. Tanto que, quando os israelitas tentaram usá-la como “arma da sorte” contra os filisteus, sem estar em obediência, a arca foi capturada. Claro que os filisteus não a destruíram, só a exibiram como tesouro.
Esse episódio ocorreu na batalha de Ebenézer (1 Samuel 4.1-11), e a arca foi levada ao templo de Dagom, o principal deus dos filisteus, em Asdode. Porém, o Senhor enviou pragas para todas as cidades para as quais ela era encaminhada até ser devolvida aos israelitas. Depois, ela foi conduzida a Quiriate-Jearim, situada na fronteira entre Judá e Benjamim, onde permaneceu até os tempos de Davi.
Os reis e a arca
O rei Davi levou a arca para Jerusalém. Ele estava tão feliz naquele dia que dançou diante dela enquanto esta era carregada para a tenda no monte Sião (2 Samuel 6.16). Anos mais tarde, seu filho, o rei Salomão, construiu o primeiro templo, um monumento esplendoroso, e a colocou em uma câmara chamada Santo dos Santos. Na ocasião, a glória de Deus preencheu o templo de tal forma que os sacerdotes não conseguiam permanecer em pé (1 Reis 8.10,11).
O sumiço da arca
O grande mistério começa com o cerco babilônico em 586 antes de Cristo. Quando Nabucodonosor destruiu Jerusalém, a arca desapareceu dos registros. Não há menção dela entre os tesouros levados para a Babilônia. Muitas teorias arqueológicas fervilham até hoje: alguns acreditam que o profeta Jeremias a escondeu no monte Nebo; outros defendem que ela foi levada para a Etiópia pela rainha de Sabá. Recentemente, uma equipe de pesquisadores do sítio arqueológico de Siló, em Israel, relatou ter encontrado uma estrutura de pedra que corresponde às descrições bíblicas do tabernáculo, mas a arca permanece oculta, desafiando a tecnologia moderna e alimentando o imaginário de historiadores.


