

Por: Natan Souza | Arte: Eric Codo e Banco de imagens Graça Kids

Uma época de pura emoção
Você já percebeu como a música pode mudar os nossos sentimentos? Algumas canções nos animam, outras nos despertam a vontade de chorar, e existem aquelas que parecem abraçar o nosso coração. Pois é! Em um período chamado Romantismo, que surgiu na Europa no século 18, há muitos e muitos anos, os músicos queriam justamente isso: mostrar os sentimentos por meio das notas, dos intervalos e dos acordes.
Mudança na Igreja
Na Igreja Protestante, esse jeito de fazer música cheia de emoção transformou a maneira como as pessoas cantavam e oravam. Antes, os hinos eram bem sérios e grandiosos, mas, com a influência do Romantismo, começaram a ficar mais próximos do público, com melodias bonitas e fáceis. Era como se cada música fosse uma oração cantada do fundo do coração.
Adorando a Deus com leveza
Um compositor muito importante dessa época foi Felix Mendelssohn. Ele nasceu em Hamburgo, na Alemanha, e começou a compor bem cedo, aos nove anos de idade. Realmente, Felix foi uma criança cheia de dons: aprendeu a tocar piano aos seis anos. Na juventude, escreveu músicas inspiradas na Bíblia que emocionavam quem ouvia, misturando fé e emoção. Suas composições ajudaram a igreja a perceber que adorar a Deus não era só repetir palavras, mas também abrir o coração com alegria, tristeza ou gratidão.
Atravessando o tempo
Alguns hinos criados naquela época ainda são cantados até hoje, como Santo! Santo! Santo! Deus onipotente. Eles se tornaram parte da adoração de várias gerações e atravessaram os séculos, porque falam tanto ao coração quanto à fé. Alguns pastores ficaram preocupados, achando que a música romântica poderia deixar tudo “sentimental demais”. Porém, no fim, esse jeito de compor ajudou as pessoas a se aproximarem do Altíssimo.
Nos dias atuais, quando cantamos hinos e músicas no templo, podemos agradecer a essa época, porque ela nos ensinou que a fé também pode ser expressada com afeto.



