

Se liga no esporte que faz o atleta voar sobre rodas!
Por: Sandro Miranda ::: Arte: Eric Codo
Prática olímpica
Você já viu um skatista subir tão alto, como se fosse decolar? Ou arrasar em uma pista cheia de curvas e fazer giros incríveis no ar? Parece cena de filme, mas é isso o que acontece no skate park, uma modalidade olímpica que movimenta multidões em campeonatos globais, como na recente Copa do Mundo de Roma, na Itália.
Radicalizando no “piscinão”
O skate park é disputado em uma pista parecida com uma grande piscina de concreto, cheia de curvas, rampas e paredes inclinadas (conhecida como bowl). Os competidores entram nessa pista e usam a velocidade para subir nas bordas, saltar e realizar manobras no ar. Cada apresentação dura um tempo determinado, e o objetivo é mostrar criatividade, controle e técnica durante todo o percurso.
Nota geral mais alta
Os juízes avaliam de acordo com critérios, como a dificuldade das manobras, a altura alcançada nos saltos, a velocidade, a variedade de movimentos, a criatividade e a forma como o atleta utiliza a pista. Quanto mais difícil e mais bem executada for a apresentação, maior será a nota. Mas é preciso ter cuidado: uma queda interrompe a apresentação e reduz bastante a pontuação daquela tentativa!
Muita atenção!
Os melhores skatistas atingem velocidades superiores a 30 quilômetros por hora dentro da pista, antes de realizar saltos espetaculares. Por isso, os equipamentos de segurança, como capacete, cotoveleiras e joelheiras, são essenciais para um skatista.
Origem no surfe?
O skate nasceu na Califórnia, nos Estados Unidos, durante a década de 1950. Surfistas queriam continuar praticando seu esporte favorito mesmo quando o mar estivesse sem ondas. Então, colocaram rodinhas em pranchas de madeira e criaram um novo jeito de se divertir. Com o passar dos anos, o skate ganhou pistas especiais e novas modalidades. Em 2021, estreou como esporte olímpico nos Jogos de Tóquio e fez parte do programa olímpico em Paris 2024.
As feras brasileiras
O Brasil é uma das grandes potências do skate mundial, tanto no park quanto no street (que tem obstáculos urbanos). No passado, Bob Burnquist colocou o nosso país no topo dos X Games, evento anual de esportes radicais. Agora veterano, ele completa 50 anos em 2026, mas ainda faz algumas exibições por aí. E continuamos bem servidos de talentos, com jovens que conquistaram várias medalhas. Entre eles, estão nomes como Raicca Ventura, Dora Varella, Augusto Akio e Pedro Barros.
Para além do esporte
O skate ensina muito mais do que manobras radicais. Quem aprende a andar de skate ganha de “brinde” uma lição importante para a vida: cair faz parte do caminho. Nenhum skatista acerta uma manobra difícil na primeira tentativa. É preciso praticar muitas vezes, errar, levantar, tentar novamente e não desistir.
