
Por: Diego Fraguas I Arte: Freepik

Tiago Peres é cantor e pastor e vive a música no dia a dia. Desde criança, esteve perto da Igreja, dos palcos e das canções. Filho de pastores, ele cresceu acompanhando o trabalho dos pais e descobriu cedo que a música poderia ser uma forma especial de falar sobre Deus.
Com estudo, dedicação e fé, Tiago aprendeu a usar seu talento para servir. Hoje, além de cantar, ele ajuda a cuidar da Graça Music, uma gravadora que trabalha com vários cantores, organizando músicas e lançando projetos de adoração ao Senhor, que abençoam muitas pessoas em diferentes lugares.
Nesta conversa, vamos conhecer um pouco mais sobre a história dele, suas escolhas, seus desafios e sonhos.
1. Como a música entrou na sua vida quando você ainda era criança?
Desde novo, eu observava meu irmão mais velho tocando teclado no altar e meus pais, que são pastores há muitos anos na Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), abrindo as reuniões, e, em todo início de culto, há louvores. Diante de tudo o que eu via, fui me identificando com a música.
2. Com quantos anos você começou a estudar música? Foi difícil no começo?
Foi aos seis anos na renomada Escola de Música Villa-Lobos. Meus pais pediram, com muita insistência, bolsa de estudo para todos os quatro filhos lá. Foi então que fizemos prova de aptidão musical e conseguimos as bolsas. Como a escola era longe, no Centro do Rio de Janeiro, minha mãe se matriculou para nos acompanhar. Ela estudou conosco durante um ano, até que viu nosso interesse profundo pelos estudos; a partir desse momento, continuamos sem ela. Não foi difícil aprender porque eu gostava de tudo o que os professores me ensinavam.
3. Você entrou no ministério de louvor muito novo. Conte para a gente como foi essa experiência.
Foi incrível e desafiadora. Isso porque, quando ingressamos no louvor muito novos, não somos vistos como pessoas que tenham tanto conhecimento. Mas eu, aos 11 anos, já fazia parte do ministério de louvor. Aos 13, era líder do ministério. Bem jovem, assumi alguns compromissos na Igreja. Essa responsabilidade me fez crescer bastante porque sempre enxerguei o ministério de louvor com seriedade e respeito pelas vidas. Afinal, é uma forma de propagar a Palavra.
4. Em que momento você entendeu que também queria ser pastor?
Eu via meus pais no altar, e eles eram as mesmas pessoas dentro de casa. Eu olhava para meu pai e pensava: “Ei, eu consigo ver um homem de Deus nele, um pai de Deus e um pastor de Deus”. Todos os meus irmãos são pastores. Começamos na música, depois gostamos dela. Víamos que, por meio das canções, vidas eram alcançadas. Quando você mergulha na Bíblia, além de cantar, consegue ministrar para pessoas, e aquela mensagem veio da Palavra. Para mim, todo esse caminho é sem volta, e é o caminho que amo tanto.
5. Como foi a experiência de morar fora do Brasil? O que aprendeu com isso?
A parte difícil de quando vamos para outro país é aprender um novo idioma. Viajei aos 13 anos, então eu estava alfabetizado aqui no Brasil. Mas aprendi inglês e espanhol, o que me possibilitou conversar com várias pessoas e aprender sobre negociações, e uso esse conhecimento até hoje no meu trabalho.
6. Como é trabalhar com outros cantores e ajudar
em projetos tão especiais de louvor?
Costumo dizer que não lidamos com produtos, e sim com sonhos. Quando o cantor chega à Graça Music, sonha, desde pequeno, em poder cantar, lançar a música que fez, que é um testemunho. Então, direcionar esses cantores é uma riqueza. Dá um pouquinho de trabalho, sim, mas ajudá-los em seus projetos é incrível.
7. Para finalizar: quem é você hoje? em projetos tão especiais de louvor?
Eu sou pai, marido, apresentador do Clipe Rit*, gestor da Graça Music, cantor, também coordenador da Graça Filmes. Para resumir: sou servo de Deus. Procuro seguir o que a Palavra fala: ser sal na Terra [Mateus 5.13].
*Canal da Nossa TV, operadora da Fundação IIGD

