Por: Maria Gabriela | Arte: Freepik
Qual é a origem da palavra escola?

Vamos fazer uma pequena linha do tempo. Isso porque esse vocábulo vem de longe, viu?! Mais precisamente da Grécia, lá ele era escrito assim: scholé. Depois passou para o latim: schola. Daí por diante, ganhou versões em outras línguas até chegar a nossa vez. O significado da palavra você sabe bem, é o lugar onde estudamos, inclusive várias matérias: Matemática, Português, Geografia... Mas veja que interessante, nem sempre foi assim. Em sua origem, queria dizer: lugar de descanso. Isso mesmo! Como antigamente as crianças trabalhavam, quem não fazia isso ia à escola para estudar, ou seja, descansar.
Alunos que faxinam a sala de aula?
E você aí que não arruma nem seu quarto (brincadeirinha). Certamente, organiza tudo com carinho e amor, já que é seu, não é mesmo?! Mas, no Japão, eles vão além na educação das crianças. Não é somente nos espaços do lar que elas colaboram, mas também nas escolas. Muitas instituições não contratam pessoal para a limpeza e deixam isso a cargo dos estudantes. Essa decisão faz parte do plano pedagógico, que tem o objetivo de criar nos alunos o senso de responsabilidade. Tudo é tão bem pensado que há uma agenda da faxina para as turmas, até os pequenos da Educação Infantil fazem parte do planejamento. O que você acharia se sua escola copiasse essa ideia?


Por que os celulares foram proibidos nas escolas?
Os celulares não foram proibidos de serem levados à escola. No entanto, seu uso que recebeu limites. Isso quer dizer que a Lei 15.100/2025, sancionada pelo presidente da República do nosso país, não permite que os aparelhos sejam utilizados durante as aulas, intervalo entre aula ou recreio. Em sala de aula, pode ser inserido em atividades pedagógicas ou didáticas com orientação dos professores, coordenadores e diretores. Então, em qual caso se pode pegar o celular, você pode estar pensando? Em situação de perigo, estado de necessidade ou por força maior. Tudo isso é para contribuir para a saúde mental das crianças e dos adolescentes e para que se concentrem mais no que realmente importa na escola: o conteúdo que é mostrado lá.
O recreio está em alguma lei?
Sim. Na Lei 5.692/1971 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) 9.394/1996. Ele é garantido como parte do processo de ensino-aprendizagem. E faz todo sentindo. Durante o recreio, os alunos socializam, criando vínculos e entendendo os limites de cada colega. Eles também passam conhecimento uns para os outros. Nesse momento, são criadas lembranças afetivas para toda a vida. Além disso, é um período de descanso mental das aulas, o que produz mais espaço para a criatividade e concentração. Então, é importante a escola pôr o recreio como parte do plano pedagógico. É uma hora muito feliz no colégio mesmo, voltamos para a sala renovados e prontos para mais uma matéria. Pode mandar aí, professor!


Quando o Ministério da Educação (Mec) foi criado?
Esse órgão do governo federal foi fundado em 1930 e tinha o nome de Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública, porque também cuidava da área da Saúde. Depois, ele foi ligado à Cultura. Em 1999, cada assunto já com seu ministério, teve outra denominação e passou a ser somente Ministério da Educação. Ao longo desses anos, leis e projetos foram elaborados para que todos em nossa nação tenham a garantia de estudo, o magistério seja cuidado e as pesquisas, asseguradas. Um exemplo de uma importante lei é a Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB). Ela é um conjunto de normas para todo o sistema educacional, da Educação Infantil à Educação Superior, e também a Educação Escolar Indígena.
Quem inventou a lapiseira?
A pessoa que a criou não sabemos. Mas quem a registrou foram Sampson Mordan e John Isaac Hawkins na Grã-Bretanha em 1822. Porém, a primeira lapiseira que se tem noticia foi encontrada no século 18 em um navio da Marinha Real Inglesa. Sendo assim, um século antes de ser patenteada, ela já circulava por aí. No Brasil, o item também é chamado de porta-minas ou lápis grafite. É uma engenhosidade interessante, fala a verdade! Um cilindro de metal ou plástico com um mecanismo interno que empurra o grafite para a extremidade inferior. Isso é muito maneiro, né não?


Quando surgiu o quadro branco?
Seus pais ou seus avós viram a lousa verde no colégio. Eles falavam dos colegas que tinham alergia ao giz? Ainda bem que houve modificação... Você acha que foi por alguém ligado à Educação? Nada disso! Foi o fotógrafo Martin Heit que, ao querer catalogar suas fotos escrevendo em negativos com um pincel, percebeu que a escrita se apagava facilmente, então criou uma placa semelhante aos negativos, só que branca. Isso foi pelos idos de 1950. O quadro branco se tornou muito popular na década seguinte e até hoje ajuda muitos professores e alunos no dia a dia do aprendizado.
Que país desistiu da educação 100% digital?
“O livro físico apresenta benefícios que nenhuma tela pode substituir”, disse Lotta Edholm, ministra da Educação da Suécia, país que, desde 1990, adotava o ensino 100% digital, mas que voltou atrás por diversos motivos. Houve queda no desempenho da leitura das crianças, especialistas criticaram o uso excessivo de telas, os pais tiveram dificuldade de ajudar os filhos, e, para fazer sentindo a fala da ministra, estudos científicos mostraram a importância da leitura no impresso. Uma pesquisa feita pela Agência Nacional Sueca para a Educação mostrou que, quando usam materiais físicos, os estudantes são mais capazes de compreender o conteúdo e de memorizá-lo. Ao longo de 2023, o país investiu 45 milhões de euros (cerca de R$ 242 milhões) na distribuição de livros didáticos impressos.
